Quando, sem razão
sentir-se triste,
ouvindo aquela voz
que sempre insiste,
dizendo que a vida
é uma ilusão,
dizendo que o amor
já não existe.
já não existe.
Quando, de repente
e sem motivo,
andando pela rua
e, no caminho,
sentir a sensação
de estar sozinho
no meio de uma
gande multidão.
Quando, em solidão,
sentir-se aflito,
ouvindo a voz da alma,
qual um grito,
querendo ver além
das aparências,
a causa e o sentido
da existência.
Quando, entre milhões,
ouvir o mundo
dizendo: eu tenho tudo!
E lá no fundo,
ouvir aquela voz
que sempre diz:
se tem, por que, então
não é feliz?
Preste atenção
e ouça, no estribilho,
as vozes, lá no fundo,
repetindo
que no tempo de Ter
reduz-se o brilho,
quando o tempo de Ser
está surgindo.
Contemple o novo céu
e a nova terra,
que estão a renascer;
a sua nova vida
que descarta,
casulos e muletas,
deixou de ser lagarta
e, agora, é borboleta!
ELIANA MUMIC FERREIRA
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A Poesia de Eliana Mumic
ELIANA MUMIC FERREIRA
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